segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Como aprender a dor do outro

O velho mundo… Coisas que so vemos naquela 1 página do livro de historia… Aqui a gente aprende que vai muito mais longe, é muito mais profundo…
Como é que se aprende a dor do outro em um livro?
Não é possivel.

Algumas coisas a gente imagina, a gente tenta, mas não é a mesma coisa de quem cresceu aqui. E em lugares como a Polonia, se voce for paciente, voce vai ver a beleza se revelando aos poucos…

 A beleza daqui so se revela pra quem é paciente, pra quem quer mesmo entender a historia e a alma desse povo. Uma beleza timida, que vai desabrochando ate se revelar estonteante.

Suica tem uma beleza mais obvia, gritante, em tudo, em todos e por uns momentos quase me soa ensaiada.

Sera que so existe beleza onde existe dor?

Talvez.

Talvez a verdadeira beleza não seja aquela que acontece por acidente e sim aquela que é construida, que tem um passado que nem é tão bonito… 

Assim como a nossa propria historia que se torna mais bonita a medida que o contraste com nosso passado se acentua.

As historias que me rodeiam sao tao antigas para quem esta aqui e tão novas para mim.

Nossa historia sempre muda a medida que se encontra, ou se choca com outras…

A beleza da dor do outro. 

A beleza daquele que mesmo que o passado nao seja tao bonito nao o nega. O assume. O carrega com orgulho.

 Isso me fascina.


Mas tambem, observo com cuidado para nao julgar pois ate o passado tem limites… Tem que se deixar espaco para o novo.

O passado deve ser compreendido, não esquecido no sentido de … Isso não pode e não deixarei que volte a acontecer.
Mas o espaco para o novo… As vezes sinto que é pequeno aqui, as vezes sinto que é  grande… Ainda não  compreendi se ha um equilibrio na medida.

Mas fico feliz de ser alguem novo, e mesmo sem querer, levo o novo aonde eu vou… Fazendo perguntas que ninguem costuma fazer, tendo um comportamento que nao estao acostumados a ver… Entendendo qual a medida do certo, (se é que ele existe) onde eu respeite o passado e a tradicão, onde eu me adapte mas sem deixar de ser um novo elemento, para quem tudo é novo, e sendo novo afeta, e deve afetar o ambiente onde se encontra.










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